Sabe o deslocamento provocado pela explosão de uma bomba nuclear? Essa força determinada e implacável que retira, dilacera e destrói tudo que esta ao seu redor? Então, tudo isso sou eu em pé diante do mundo. Sou eu expressando nítida e mortalmente a minha necessidade intrínseca de absorver tudo, cada visão, cada palavra, cada sentimento, cada olhar e expressão, cada desejo, cada estrada, cada traço, cada poema, cada gesto, cada pedaço desse mundo, da terra até o céu, cada estrela do universo, cada abraço, cada emoção, cada pessoa ou coisa, cada cor e cada canção. Eu quero tudo se deslocando pra dentro de mim com toda essa força pra dentro do meu corpo e da minha mente. Quero escrever, falar, gritar sobre cada detalhe. Quero ser tudo e no final de tudo também me explodir e num mar de sentimentos reconstruir, reorganizar, criar um novo mundo, um universo paralelo de sons e palavras e quem sabe na minha velha estante tudo se materialize, um livro escrito, o renascimento de um universo infinito e por isso mesmo completo, de um novo eu, um novo e maravilhoso mundo.
-A teoria do renascimento,  Elisa Bartlett.  (via velhocaos)

(Source: oxigenio-dapalavra, via velhocaos)

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Phoenix ~ 16/9

Zayn Malik at Hollywood club.

Rose Bowl - 13/09

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Phoenix; Sept. 16

Rose Bowl - September 13, 2014
Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: “poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão. De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimentos são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.
-Ana Jácomo.  (via velhocaos)

(Source: ana-jacomo, via velhocaos)

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